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Qualificação de equipamentos analíticos: garantia de conformidade, qualidade e confiabilidade dos resultados

A qualificação de equipamentos analíticos é um processo essencial para garantir que instrumentos utilizados em laboratórios operem de forma correta, consistente e em conformidade com os requisitos regulatórios. Esse procedimento assegura que os equipamentos sejam capazes de produzir resultados confiáveis durante toda a sua vida útil, contribuindo para a qualidade dos produtos, a segurança dos consumidores e a conformidade com as normas vigentes.

Empresas dos setores farmacêutico, alimentício, cosmético, veterinário, químico e de pesquisa dependem da qualificação de equipamentos analíticos para atender às exigências regulatórias e manter elevados padrões de qualidade em seus processos.

O que é a qualificação de equipamentos analíticos?

A qualificação de equipamentos analíticos consiste na comprovação documentada de que um equipamento foi instalado corretamente, opera conforme as especificações do fabricante e apresenta desempenho adequado para a aplicação pretendida.

Esse processo faz parte das Boas Práticas de Fabricação (BPF) e das Boas Práticas de Laboratório (BPL), sendo um dos pilares para garantir a integridade dos dados analíticos e a confiabilidade dos ensaios realizados.

Etapas da qualificação de equipamentos analíticos

A qualificação normalmente é dividida em quatro etapas principais:

Qualificação de Projeto (DQ)

Avalia se as especificações técnicas do equipamento atendem às necessidades do processo e aos requisitos do laboratório antes da aquisição.

Qualificação de Instalação (IQ)

Verifica se o equipamento foi instalado corretamente, incluindo infraestrutura, acessórios, documentação técnica, utilidades e condições ambientais.

Qualificação de Operação (OQ)

Confirma que o equipamento funciona conforme os parâmetros especificados pelo fabricante, avaliando todos os recursos operacionais e faixas de funcionamento.

Qualificação de Desempenho (PQ)

Comprova que o equipamento mantém desempenho consistente durante sua utilização rotineira, produzindo resultados precisos e reprodutíveis nas condições reais de uso.

Quais equipamentos devem ser qualificados?

Diversos instrumentos utilizados em laboratórios necessitam de qualificação, entre eles:

  • Cromatógrafos líquidos (HPLC e UHPLC);

  • Cromatógrafos gasosos (GC);

  • Espectrofotômetros UV-Vis;

  • Espectrômetros de absorção atômica;

  • ICP-OES e ICP-MS;

  • Balanças analíticas;

  • Tituladores automáticos;

  • Dissolutores;

  • Medidores de pH;

  • Refratômetros;

  • Equipamentos de análise microbiológica.

A necessidade de qualificação depende da criticidade do equipamento para o processo analítico e dos requisitos regulatórios aplicáveis.

Qualificação de equipamentos analíticos e os requisitos regulatórios

A ANVISA estabelece que equipamentos utilizados em atividades reguladas devem ser qualificados, calibrados e mantidos de forma a assegurar resultados confiáveis e rastreáveis. Esse requisito está presente em diversas normas relacionadas às Boas Práticas de Fabricação e às Boas Práticas de Laboratório, reforçando a importância da documentação técnica e da comprovação da aptidão dos equipamentos.

No setor de alimentos, bebidas, produtos de origem animal e insumos agropecuários, laboratórios vinculados ou auditados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) também devem demonstrar que seus equipamentos analíticos apresentam desempenho adequado e resultados confiáveis. Embora o MAPA possua seus próprios regulamentos e critérios de acreditação, os princípios de qualificação seguem o mesmo conceito adotado pela ANVISA, baseado na comprovação documentada da capacidade operacional dos equipamentos e na garantia da qualidade dos resultados analíticos.

Dessa forma, empresas que atendem simultaneamente aos requisitos da ANVISA e do MAPA devem manter programas estruturados de qualificação, calibração, manutenção preventiva e monitoramento contínuo de seus instrumentos laboratoriais.

Benefícios da qualificação de equipamentos analíticos

A implementação de um programa estruturado de qualificação de equipamentos analíticos oferece diversas vantagens, como:

  • Maior confiabilidade dos resultados laboratoriais;

  • Atendimento aos requisitos regulatórios;

  • Redução de riscos de não conformidades;

  • Maior rastreabilidade dos processos;

  • Facilidade em auditorias e inspeções;

  • Redução de retrabalho e desperdícios;

  • Aumento da vida útil dos equipamentos;

  • Maior segurança para tomada de decisão baseada em dados analíticos.

Quando realizar a qualificação?

A qualificação deve ser realizada em diferentes momentos do ciclo de vida do equipamento, incluindo:

  • Após a instalação inicial;

  • Após mudanças de localização;

  • Após grandes manutenções ou reparos;

  • Após atualizações de software ou hardware que impactem o desempenho;

  • Em requalificações periódicas, conforme avaliação de risco e procedimentos internos.

Conte com especialistas em qualificação de equipamentos analíticos

A execução da qualificação de equipamentos analíticos exige conhecimento técnico, documentação adequada e conformidade com os requisitos regulatórios. Contar com profissionais especializados garante que todas as etapas sejam conduzidas de forma padronizada, reduzindo riscos e proporcionando maior segurança para auditorias e processos de certificação.

Além de atender às exigências da ANVISA e às expectativas dos laboratórios que atuam sob regulamentação do MAPA, uma qualificação bem executada fortalece a confiabilidade dos resultados analíticos e contribui diretamente para a qualidade dos produtos e processos.

Qualificação de equipamentos analíticos para laboratórios vinculados ao MAPA

Nos laboratórios que atuam em análises para o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a qualificação de equipamentos analíticos também é um requisito fundamental para assegurar a confiabilidade dos resultados e a conformidade com os programas de controle e fiscalização. Embora o MAPA possua regulamentações específicas para os setores agropecuário, de alimentos e de produtos de origem animal, seus requisitos seguem os mesmos princípios de qualidade adotados pela ANVISA, que exigem evidências documentadas de que os equipamentos foram qualificados, calibrados e mantidos adequadamente ao longo de seu ciclo de vida. Essa abordagem fortalece a rastreabilidade das análises, reduz riscos de não conformidades e garante maior segurança nos processos laboratoriais e nas auditorias regulatórias.

Além dos requisitos da ANVISA, é recomendável que a qualificação de equipamentos analíticos seja realizada com base no Capítulo <1058> da USP (United States Pharmacopeia), referência internacional para a Qualificação de Equipamentos Analíticos (AIQ). Esse capítulo apresenta diretrizes específicas, como a abordagem baseada em riscos, o ciclo de vida do equipamento e a comprovação da adequação ao uso pretendido, contribuindo para resultados analíticos mais confiáveis, maior conformidade regulatória e um sistema da qualidade mais robusto.

Entre em contato e saiba mais!

 

1. O que é qualificação de equipamentos analíticos?

É o processo documentado que comprova que um equipamento foi instalado corretamente, opera conforme especificações técnicas e mantém desempenho adequado para fornecer resultados confiáveis.

2. Qual a diferença entre qualificação e calibração?

A qualificação verifica se o equipamento está apto para sua finalidade e atende aos requisitos de desempenho. Já a calibração compara as medições do equipamento com padrões rastreáveis para confirmar sua exatidão.

3. A qualificação de equipamentos analíticos é obrigatória?

Sim. Para laboratórios regulados pela ANVISA e para diversas atividades fiscalizadas pelo MAPA, a qualificação faz parte das boas práticas e é um requisito importante para demonstrar conformidade regulatória e garantir a confiabilidade dos resultados.

4. Com que frequência a qualificação deve ser realizada?

A frequência depende da criticidade do equipamento, das exigências regulatórias, do histórico de desempenho e dos procedimentos internos da empresa. Também deve ser realizada após intervenções que possam impactar seu funcionamento.

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